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Bacurau- Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

“Bacurau” inicia com um plano da terra vista por satélite bem no estilo ficção científica hollywoodiana. E com essa imagem e uma música da Gal Costa vamos nos aproximando aos poucos dessa cidade afastada chamada Bacurau. Desde os primeiros minutos já fica clara a ideia central: a interferência de alguns países tidos como desenvolvidos na nossa sociedade; o processo colonizador x colonizado ainda nos dias atuais.
Começamos então a adentrar na rotina dessa pequena comunidade e, de repente, pessoas de lá morrem violentamente, a cidade fica sem sinal de celular e está sumindo do mapa. Descobre-se que existe um grupo de “gringos” que, junto com o prefeito( classe política) e 2 turistas brasileiros( classe média alta e elite), tem o plano de extinguir Bacurau. Os moradores resolvem unir as suas forças, estratégias e armas para resistir e combater o “inimigo”.
Bacurau talvez seja o Brasil idealizado dos diretores dentro de um possível futuro trágico. Um lugar onde a população vive nas suas diferenças e dificuldades, sem preconceitos, ajudando uns aos outros e unida. Mas em tempos de ódio, a violência é também um forte elemento que o filme traz como protagonista.
É uma obra atual e importante. E muito positiva e bem realizada através da montagem a escolha de transitar por diferentes gêneros e referências cinematográficas. Uma hora é ação, outra western, outra suspense, Glauber Rocha, Sganzerla, John Carpenter, Sergio Leone… Um pouco do universo audiovisual dos diretores projetado na tela e bem utilizado como linguagem. Um filme bastante crítico e político, mas que também homenageia quem os formou.

Heloisa Sales's avatar

By Heloisa Sales

Viciada em cinema. Criei esse espaço para compartilhar os meus pensamentos sobre o que assisto. @heloisavazquez

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